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  • Foto do escritorARCO

Integrante do 1º time gay da Bahia afirma que futebol faz parte do cotidiano homossexual

O futebol é um dos esportes mais democráticos do mundo, mas a homossexualidade ainda é vista com preconceito, dentro e fora dos campos. Dificilmente assuntos que envolvam a sexualidade de atletas são abordados com tranquilidade no meio esportivo.





Esse fato é fruto da cultura machista enraizada na sociedade, que fez com que um grupo de amigos gays, apaixonados por futebol, fundasse o Dendê Futebol Clube (@dendefutebolclube), o 1º time gay da Bahia.


Em entrevista ao Fervo das Cores, do portal iBahia, o integrante do time Rodrigo Santos explicou que a ideia inicial era que o projeto fosse apenas uma diversão, mas foi ganhando uma proporção inesperada. “Em 05 de agosto de 2017, um grupo de amigos – Elivelton Brandão, Wellington Santos e Robson Alves – decidiu que eles precisavam de um ambiente confortável para jogar, já que, na época, os únicos espaços disponíveis eram ocupados apenas por heterossexuais. Então, um amigo foi chamando outros e, assim, surgiu o Dendê Futebol Clube”, disse.

Infelizmente a opressão acaba deixando com que muitos homens gays do futebol tanto profissional quanto amador se afastem dos campos, restringindo assim a atuação de possíveis talentos nas quatro linhas.

Com isso, o início dessa fundação, tem como grande objetivo ser o primeiro time gay da Bahia a ser representativo e inclusivo. Rodrigo que foi um dos jogadores e conheceu o time através de conhecidos, disse: “A gente tem o dilema que é termos um futebol de inclusão. Então, aceitamos todos que queiram jogar com a gente, sejam pertencentes da comunidade LGBTQIAP+ ou não. Nossa ideia é mostrar que futebol também faz parte do cotidiano do público LGBT+”.

O Dendê realizou em 2019 a primeira edição da Copa Gay de Futebol Society do Nordeste, que aconteceu em Lauro de Freitas no bairro Buraquinho. Na competição existe a participação de outras ligas gays do Brasil, como Distrito Federal, São Paulo e Sergipe.

O Dendê normalmente participa de diversas partidas com clubes que possuem apenas jogadores héteros. “Em amistosos que acontecem aqui na Bahia acabamos jogando com homens cis héteros. Mas, felizmente, somos bem aceitos por eles e, inclusive, muitos chamam para jogarmos juntos novamente …”, contou Rodrigo.

Para participar do time, os interessados bastam comparecer aos treinos, que acontecem todas às terças-feiras, às 21h30, e sextas-feiras, às 20h, na Champion Multi Arena, No Shopping Bela Vista.

“Futebol sempre foi tido com algo de ‘macho’, de ‘homem’, que precisa de virilidade. E, erroneamente, essas coisas não são associadas aos gays. Então, esse discurso se repete. Inclusive, passei a minha vida inteira ouvindo isso”, contou o ex-jogador Emerson Ferreti.

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