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A relevância da representatividade LGBTQIAP+ em cargos de liderança

Descubra como a importância da representatividade LGBTQIAP+ em posições de

liderança está engajando o mercado e seus impactos.


Foto: (ArtificialArtist/Pixabay)
Foto: (ArtificialArtist/Pixabay)

Em um mundo cada vez mais focado em diversidade e inclusão, a representatividade LGBTQIAP+ em cargos de liderança vem se mostrando não apenas uma questão de justiça social, mas também um fator crucial para o sucesso empresarial.

Este artigo explora a intrincada relação entre a inclusão de pessoas LGBTQIAP+ no mercado de trabalho e o impacto positivo que essa representatividade pode ter nas organizações e na sociedade como um todo.


Neste artigo, abordaremos os seguintes tópicos:

● População LGBTQIAP+ no mercado de trabalho;

● Qual é a importância da representatividade nas empresas?;

● Equipe diversa e multidisciplinar;

● Líderes LGBTQIAP+ são mais empáticos;

● Inclusão e lucratividade.


População LGBTQIAP+ no mercado de trabalho

A busca por visibilidade da comunidade LGBTQIAP+ permeia todos os aspectos da sociedade há anos, inclusive dentro da própria comunidade. A sigla LGBTQIAP+ é uma expressão desse desejo de representatividade.

O sucateamento de direitos tem impactado diversas áreas, inclusive a trabalhista, tema que abordaremos a seguir.

De acordo com uma pesquisa de 2022 do LinkedIn, uma plataforma e rede social

voltada para empregos e negócios, 40% dos indivíduos da comunidade LGBTQIAP+

afirmam ter enfrentado algum tipo de discriminação.

No entanto, 80% se sentem confortáveis para falar sobre sua sexualidade, ainda que em contextos específicos.

Quando se trata de representatividade, pessoas trans enfrentam as maiores

barreiras para entrar no mercado de trabalho.


Qual é a importância da representatividade nas empresas?

Conforme demonstrado acima, os dados refletem um Brasil que ainda é homofóbico

e transfóbico. Segundo um levantamento da Associação Nacional de Travestis e

Transexuais (Antra), 90% dessa população encontra dificuldades para ingressar no


mercado formal. Por outro lado, existem líderes como Jim Fitterling, da Dow

Chemical, e Tim Cook, da Apple, que são homens cis gays.

O que realmente importa, portanto, é considerar a diversidade intrínseca da

comunidade. Por exemplo, enquanto discutimos o papel da mulher no mundo

corporativo, é importante lembrar que algumas dessas mulheres são sáficas e trans.

Essa observação, no entanto, requer um esforço contínuo e interesse por parte das

empresas.


Equipe diversa e multidisciplinar

Estudos já comprovaram que equipes diversas e multidisciplinares são mais

produtivas e aumentam o lucro das empresas. Com o objetivo de diversificar os

quadros e fugir da heteronormatividade, empresas estão lançando campanhas

afirmativas para a contratação de pessoas LGBTQIAP+.

Entretanto, líderes LGBTQIAP+ ainda são minoria. Nas 500 maiores empresas do

mundo, apenas 0,5% dos CEOs pertencem a essa comunidade. No Brasil,

aproximadamente 50% dos trabalhadores LGBTQIAP+ não se sentem à vontade

para discutir sua sexualidade com todos os colegas de trabalho.


Líderes LGBTQIAP+ são mais empáticos

Um estudo da Câmara de Comércio LGBT de Wisconsin (EUA) revelou que, das

empresas participantes, 61% empregavam pessoas LGBTQIAP+ e viam resultados

positivos, especialmente em responsabilidade social e ambiental.

Líderes da comunidade são frequentemente mais empáticos, entendem melhor seus

colaboradores e estão mais abertos a mudanças.


Inclusão e Lucratividade

Um relatório da McKinsey & Company afirma que organizações focadas na

diversidade de gênero e sexualidade têm 21% mais chances de obter lucros

elevados. Algumas estratégias para aumentar a inclusão incluem:


● Vagas afirmativas;

● Programas de contratações visando a diversidade;

● Treinamentos internos sobre políticas LGBTQIAP+;

● Monitoramento empírico da diversidade da equipe;


À medida que o tempo avança, as diversas identidades da comunidade LGBTQIAP+

estão ganhando mais visibilidade, embora ainda haja muito a ser feito. O mercado já

percebe a importância de contar com equipes que incluam pessoas não-brancas e

diversas em identidade de gênero e sexualidade.

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